JORNALISMO INVESTIGATIVO VS FAKE NEWS

Jornalismo Investigativo (ou de investigação) refere-se à prática de reportagem especializada em desvendar mistérios e factos ocultos do conhecimento público, especialmente crimes e casos de corrupção, que podem eventualmente virar notícia e já Notícias falsas (sendo também muito comum o uso do termo em inglês fake news) são uma forma de imprensa marrom que consiste na distribuição deliberada de desinformação ou boatos via jornal impresso, televisão, rádio, ou ainda online, como nas medias sociais. Este tipo de notícia é escrito e publicado com a intenção de enganar, a fim de se obter ganhos financeiros ou políticos, muitas vezes com manchetes sensacionalistas, exageradas ou evidentemente falsas para chamar a atenção.

 

Uma vez apresentado a definição de duas correntes jornalísticas que vêm dominando o mundo, mas, que o 1 vêm sendo atropelado de maneira absurda por muita gente nas redes sociais, sem que os mesmo tenham realmente cumprido com os preceitos ou requisitos para que a sua notícia ou informação seja considerada investigativa, isso, porque,  quando alguns dos jornalistas se maguelam no que lhes foi contado e não no que foi descoberto por ele com base o seu faro investigativo e experiência profissional no ramo, porém,  o contínuo atropelo por parte de alguns que buscam visualizações e não verdade, quando são confrontados com a verdade os mesmo não conseguem dar respostas ou sustentabilidade a informação que foi posta a circular por ele, porquê? Porque eles não estão a fazer jornalismo investigativo e sim a 2ª corrente jornalística “FAKE NEWS “, que tem como base construir notícias falsas sobre A, B ou C sem quaisquer benefício da dúvida e sem nenhum direito de resposta.

Este assunto é pertinente para Angola porque muitos jovens jornalistas e cidadãos normais cometem este tipo de práticas de forma recorrente sem repararem, analisarem ou observarem quais os males que causam numa sociedade! Logo, é imperioso sabermos que as “FAKE NEWS”  ou seja, a proliferação de notícias falsas, principalmente nas redes sociais, demonstra que essa nova fase do mundo globalizado pode ser prejudicial ao desenvolvimento social do país, em outras palavras o constante fluxo desses embustes ( enganar, falso, tornar) afirma-se como um facto social doentio de acordo com a “filosofia Comtiana” ou seja, essas farsas tendem a desestabilizar a harmonia social, por dificultar a busca da razão e da verdade dos factos, factores essenciais para a promoção de diálogos benéficos para atingir o bem-estar comum, isto é, propiciar à sociedade a verdadeira democracia.

A sociedade angolana passou a ser regida pela era da pós-verdade, ou seja, para uma porção populacional, os factos tornaram-se fluídos, as informações não precisam ser comprovadas, mas somente repercutidas para que haja aceitação. À vista disso, ocorre a formação de um “mercado de notícias”, indústrias elaboram notícias de cunho sensacionalista de modo a persuadir o leitor e esse disseminar informações e atingir o objectivo de expandir notícias falsas em escala global.

 

É bastante relevante e reflexivo que os jovens saibam que as “FAKE NEWS” são um dos motivos do não crescimento e desenvolvimento da INFORMAÇÃO e DEMOCRATIZAÇÃO, porém, a nossa mudança na concepção de uma informação é importante.

 

♦ Kiwaba Nzoji

 

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